Reino Unido: rede investigada por usar o Grindr para atrair cerca de 50 vítimas, tratada como possível crime de ódio

Silhueta a segurar um smartphone à noite, ilustrando um contacto estabelecido online

A Polícia Metropolitana de Londres investiga uma rede suspeita de usar o Grindr para atrair e assaltar cerca de 50 vítimas, num caso tratado como possível crime de ódio.

Cinquenta vítimas. É este o número de crimes que a Polícia Metropolitana de Londres conseguiu ligar a um mesmo padrão, desenrolado ao longo de vários meses entre outubro de 2024 e março de 2025: homens contactados no Grindr, atraídos para falsos encontros cuidadosamente preparados de antemão, e depois assaltados ou burlados.

A dimensão da série levou os investigadores a tratar estes casos como possíveis crimes de ódio, visando deliberadamente homens homossexuais através da mesma aplicação que utilizavam com confiança para procurar uma ligação.

Um homem de 22 anos, de Potters Bar, foi detido no início de abril, suspeito de assalto e fraude, e ficou em prisão preventiva. Outros dois homens, de 27 e 28 anos, de Harrow, também foram detidos e mais tarde libertados sob fiança.

O superintendente Owen Renowden confirmou que a polícia tratava estes casos como possíveis crimes de ódio, e apelou a que as vítimas que ainda não se tenham manifestado o façam.