Em Paris o suposto motorista fazia parte do roubo desde o princípio
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Sou brasileira e trabalho em Paris. O cliente apareceu no WhatsApp com conversa muito organizada, daqueles homens que querem parecer sérios e fáceis de gerir. Disse que estava num hotel bom e que, para minha segurança, preferia mandar um carro buscar-me.
A ideia parecia quase profissional. Depois falou comigo um segundo homem, o tal motorista. No início achei que o golpe fosse ser só pedir dinheiro antes, mas não. O carro veio mesmo. O problema é que o motorista desviou o caminho e começou a dizer que eu tinha de entregar tudo o que levava ou a coisa ficava pior.
Levaram o dinheiro do dia, o telefone e ainda a bolsa de maquilhagem onde eu tinha notas escondidas. O cliente do hotel provavelmente nem existia. O carro foi a armadilha e o motorista era o assaltante.