Autoridades federais acusam colombiano em esquema no Grindr contra homens mais velhos e com dinheiro na Florida

Ecrã de smartphone com a app Grindr, ligada a um caso federal na Florida

Procuradores federais dos Estados Unidos acusam um cidadão colombiano de participar num esquema em que homens mais velhos conhecidos no Grindr teriam sido drogados, roubados e defraudados no sul da Florida e em Orlando.

Procuradores federais nos Estados Unidos acusam um cidadão colombiano de 22 anos de participação num caso que teria visado homens mais velhos e com maior poder económico conhecidos através do Grindr no sul da Florida e em Orlando. Segundo a queixa criminal, o suspeito teria atuado com outras pessoas num esquema que combinava a utilização de substâncias para incapacitar vítimas, o furto de bens e a fraude financeira.

Os investigadores indicam que uma primeira vítima, um homem de 67 anos em Miami, convidou dois homens para o seu apartamento depois de conversar na aplicação. Mais de um dia depois, terá acordado sentindo-se doente e desorientado, levando as autoridades a suspeitar de envenenamento ou droga na bebida. Os procuradores afirmam que o telemóvel, o portátil, a carteira, joias e dinheiro em numerário tinham desaparecido, e que surgiram depois movimentos não autorizados nas suas contas.

Outro homem, de 62 anos em Miami Beach, também teria convidado duas pessoas após falar no Grindr. Segundo os investigadores, acordou e percebeu que tinham desaparecido joias, dinheiro, chaves do carro e outros bens. Em Orlando, as autoridades dizem que dois homens casados de 59 e 60 anos também foram visados depois de marcarem um encontro com vários homens, acabando por encontrar a casa revolvida e os cartões utilizados.

As autoridades sustentam que o grupo usou cartões roubados para fazer compras elevadas, incluindo compras em lojas Apple e noutros estabelecimentos. O caso federal inclui acusações de conspiração, fraude, roubo de identidade agravado e rapto. O processo volta a mostrar como aplicações de encontros podem ser exploradas em esquemas que juntam engano, incapacitação química, roubo e abuso financeiro.