Colômbia: três suspeitos ficam presos em caso de alegados roubos após encontros marcados por apps

Na Colômbia, duas mulheres e um homem foram enviados para a prisão num caso em que são suspeitos de contactar vítimas através de aplicações de encontros, drogá-las e roubar os seus pertences.

Um novo caso na Colômbia volta a mostrar os riscos que podem existir em encontros marcados por aplicações de encontros. Segundo a Noticias Caracol, duas mulheres e um homem foram colocados em prisão preventiva enquanto prossegue o processo em que são suspeitos de participar numa série de roubos cometidos contra pessoas contactadas através de plataformas de dating.

De acordo com as informações citadas pelo meio, os suspeitos terão abordado as vítimas por meio de apps de encontros, marcado encontros presenciais e usado substâncias tóxicas para reduzir a capacidade de reação das pessoas antes de lhes roubarem os pertences. A Fiscalía General de la Nación afirma que os roubos ligados a este caso ultrapassam os 130 milhões de pesos.

Imagens de câmaras de segurança mostrariam as duas mulheres em receções de residências ou motéis em Bogotá antes dos factos investigados. O processo inclui também o testemunho de um cidadão canadiano, que contou que, depois de aceitar uma bebida oferecida por uma das mulheres, notou uma substância esbranquiçada no copo e pouco depois começou a sentir-se tonto. Segundo o seu relato, ainda tentou impedir o roubo, mas o efeito da substância dificultava qualquer reação eficaz.

Ainda segundo o processo citado pela Noticias Caracol, os detidos foram identificados como Marjedis María Morales Julio, Andrés Fabian Sandoval Padilla e Leidy Viviana Maturana Rivillas. Durante a audiência, o juiz criticou fortemente a alegada planificação destes atos, ao considerar que existia uma estratégia para abordar vítimas através de plataformas digitais, levá-las para determinados locais e administrar-lhes substâncias que afetavam a sua vontade.

O caso reflete um padrão que já apareceu noutros países: criação de confiança através de uma app, encontro num local privado, alegada submissão química e furto posterior de dinheiro e objetos de valor. O processo judicial continua em curso e os três suspeitos mantêm-se formalmente visados pela investigação.