Mulher de Maryland condenada por branqueamento numa burla romântica à escala nacional

Uma mulher de Maryland foi condenada a mais de cinco anos de prisão por branquear fundos de uma burla romântica de grande escala que atingiu vítimas em vários estados dos EUA.

Han-Dak LLC. No papel, uma empresa como outra qualquer. Na prática, uma engrenagem discreta dentro de uma máquina bem maior: uma burla romântica espalhada por vários estados norte-americanos, na qual Nana Takyiwa Adonu, de 43 anos, desempenhava um papel preciso — fazer o dinheiro transitar depois de já ter sido retirado às vítimas.

O mecanismo assentava na confiança construída online por outros membros da rede: relações estabelecidas em sites de encontros e redes sociais, vítimas progressivamente convencidas de que estavam a ajudar financeiramente um parceiro romântico com quem julgavam construir um futuro. Uma vez enviado, o dinheiro tinha de passar por algum lado antes de desaparecer de vez. Era aí que entrava a empresa de Adonu, que recebeu no total mais de 1,6 milhões de dólares, incluindo mais de 55 mil provenientes de uma única vítima no sul do Iowa.

O tribunal federal de Des Moines condenou-a a 70 meses de prisão, além de lhe exigir a restituição integral da quantia desviada: 1 655 640,76 dólares. Um coarguido, Naabanyin Aniagyei-Cobbold, ligado à mesma rede, já tinha recebido uma pena mais pesada meses antes, em março de 2026: 108 meses — sinal provável de um papel mais central na organização do esquema.

Este caso lança luz sobre um aspeto das burlas românticas que passa muitas vezes despercebido: por detrás de quem escreve as mensagens e constrói a falsa relação, existe frequentemente toda uma rede logística cuja única função é fazer o dinheiro desaparecer depois de cumprida a sua finalidade.

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