Norte-americano condenado a cinco anos de prisão por burla romântica de 3,5 milhões de dólares

Martelo de juiz sobre uma secretária, ilustrando uma condenação por burla romântica

Um homem que se fazia passar por um pretendente encantador em vários sites de encontros foi condenado a cinco anos de prisão federal depois de ter burlado oito vítimas ao longo de mais de quinze anos.

Chamava-se Giovanni. Pelo menos, era assim que se apresentava às mulheres que conhecia no Match, no Zoosk e no Christian Café. Charmoso, atencioso, sempre disponível: exatamente o tipo de perfil que faz acreditar que, finalmente, se encontrou a pessoa certa.

Durante mais de quinze anos, Franklin Ikechukwu Nwadialo construiu pacientemente esta personagem. Oito mulheres, em diferentes momentos das suas vidas, acreditaram nela. As relações formavam-se online, aprofundavam-se, pareciam reais — até o dinheiro entrar em cena. Uma emergência, um empréstimo a devolver em breve, uma oportunidade a não perder. O pretexto mudava; o objetivo, nunca.

Uma das suas vítimas, viúva, acabou por entregar muito mais do que um simples apoio financeiro pontual: a casa e todas as poupanças de uma vida inteira desapareceram neste esquema. No total, somando todas as vítimas, o prejuízo ultrapassa os 3,5 milhões de dólares.

A investigação demorou anos a concretizar-se — Nwadialo foi acusado formalmente em dezembro de 2023, com catorze acusações de fraude eletrónica. Perante o tribunal federal do estado de Washington, a juíza Tiffany M. Cartwright não poupou nas palavras ao proferir a sentença, classificando os factos como devastadores e afirmando não ser exagero dizer que este esquema tinha arruinado vidas. Foi condenado a cinco anos de prisão federal.

Quinze anos. Foi este o tempo necessário para que o caso viesse finalmente a público — um número que, por si só, revela bem a dificuldade em detetar este tipo de burla enquanto atinge apenas uma vítima de cada vez.

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