Estados Unidos: Rex Heuermann declara-se culpado de sete homicídios e admite uma oitava morte no caso Gilgo Beach

Nos Estados Unidos, Rex Heuermann declarou-se culpado de sete homicídios no caso Gilgo Beach e admitiu ainda ter causado a morte de uma oitava vítima, Karen Vergata.
O caso dos homicídios de Gilgo Beach, em Nova Iorque, teve um avanço judicial decisivo. Numa audiência no condado de Suffolk, Rex Heuermann declarou-se culpado pelos homicídios de sete mulheres e admitiu também ter causado a morte de uma oitava vítima, Karen Vergata.
Segundo o que foi apresentado em tribunal, Heuermann reconheceu um a um os crimes de Melissa Barthelemy, Megan Waterman, Amber Costello, Maureen Brainard-Barnes, Jessica Taylor, Sandra Costilla e Valerie Mack. Admitiu ainda ter causado a morte de Karen Vergata e ter transportado o corpo. Familiares de várias vítimas estiveram presentes na sala durante as confissões.
No âmbito do acordo com os procuradores, o arguido aceitou uma pena equivalente a várias condenações de prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Os procuradores defendem três penas consecutivas de prisão perpétua sem liberdade condicional pelos homicídios de Melissa Barthelemy, Megan Waterman e Amber Costello, além de uma pena adicional de 100 anos a prisão perpétua pelos homicídios de Maureen Brainard-Barnes, Jessica Taylor, Sandra Costilla e Valerie Mack. A sentença final deverá ser decidida numa audiência marcada para 17 de junho.
O caso Gilgo Beach assombrou Long Island durante anos. Os investigadores conseguiram finalmente ligar Heuermann a várias vítimas através de uma combinação de testemunhos antigos, telemóveis descartáveis, dados de antenas e análises de ADN. Entre os elementos mais marcantes esteve uma caixa de pizza deitada fora, usada para estabelecer uma ligação genética decisiva na investigação.
A confissão de culpa encerra uma longa fase de incerteza num caso que permaneceu por resolver durante mais de uma década. Também confirma a dimensão de uma investigação ligada a homicídios ocorridos entre os anos 1990 e 2000. As autoridades disseram ainda que, como parte do acordo, Heuermann irá cooperar com a Unidade de Análise Comportamental do FBI.