Ex-funcionário da Meta é investigado por descarregar 30 mil fotos privadas do Facebook

No Reino Unido, um antigo funcionário da Meta está a ser investigado por alegadamente descarregar cerca de 30 mil imagens privadas de utilizadores do Facebook através de um sistema feito para contornar verificações de segurança.
Um antigo funcionário da Meta está a ser investigado por alegadamente ter acedido e descarregado cerca de 30 mil fotos privadas de utilizadores do Facebook. Segundo as informações divulgadas, o homem, que vive em Londres, terá criado um programa capaz de aceder a imagens pessoais dentro da plataforma evitando determinados controlos internos de segurança.
A Meta disse que o problema foi descoberto há mais de um ano. A empresa afirma ter despedido imediatamente o funcionário suspeito e encaminhado o caso para as autoridades. A investigação está agora a ser conduzida pela unidade de cibercrime da Metropolitan Police, após uma comunicação ligada às autoridades dos Estados Unidos.
A polícia indicou que um homem na casa dos 30 anos foi detido em novembro de 2025 por suspeita de acesso não autorizado a material informático. Mais tarde foi libertado sob fiança e deverá voltar a apresentar-se à polícia em maio.
A Meta afirmou ainda que notificou os utilizadores afetados e reforçou os seus sistemas de segurança depois do incidente. O caso junta-se a outras polémicas recentes relacionadas com segurança e privacidade que envolvem o grupo há vários anos.
A empresa já enfrentou sanções importantes na Europa em matérias ligadas à proteção de dados, incluindo multas após a divulgação online de dados pessoais de utilizadores do Facebook e após o armazenamento interno de certas palavras-passe sem encriptação. Mais recentemente, a Meta também enfrentou processos ligados ao desenho das suas plataformas e aos seus efeitos sobre os utilizadores.
Este novo caso volta a levantar questões sobre controlos internos, supervisão de funcionários e proteção efetiva de dados privados dentro das grandes plataformas sociais.