A falsa morte de Jonathan, a tartaruga de 193 anos, foi usada numa burla com criptomoedas

Um anúncio falso que dizia que Jonathan, o mais velho animal terrestre vivo conhecido, tinha morrido, foi usado para divulgar uma burla que pedia donativos em criptomoedas.
Um anúncio falso na internet a dizer que Jonathan, a tartaruga gigante de 193 anos conhecida como o mais velho animal terrestre vivo do mundo, tinha morrido, acabou por fazer parte de uma burla com criptomoedas. A história espalhou-se rapidamente depois de uma conta no X, que se fazia passar pelo veterinário Joe Hollins, ter publicado a notícia falsa.
Segundo as informações divulgadas, a publicação recebeu enorme atenção em menos de 24 horas e convenceu muitos amantes de animais de que a notícia era verdadeira. A mensagem parecia credível porque usava o nome de uma pessoa realmente ligada a Jonathan e apresentava a suposta morte como uma informação confirmada.
No dia seguinte, Joe Hollins desmentiu publicamente a informação no Facebook e avisou que não se tratava de uma simples brincadeira de mau gosto. Explicou que o autor do boato estava a pedir donativos em criptomoedas, o que deixava claro o objetivo financeiro por trás da falsa notícia.
Responsáveis ligados a Jonathan também confirmaram que a tartaruga continuava viva. O caso mostra como burlões podem explorar histórias emocionais, falsas figuras de autoridade e a viralidade das redes sociais para manipular o público e empurrar utilizadores para pagamentos digitais.
Jonathan, uma tartaruga gigante das Seychelles, é reconhecida pelo Guinness World Records como o mais velho animal terrestre vivo e a mais antiga tartaruga já registada. A burla aproveitou o impacto emocional do anúncio da sua morte para chamar atenção rapidamente e criar um falso sentido de urgência em torno do pedido de donativos.